sexta-feira, novembro 08, 2013

The Essential: Joseph Cornell

"Joseph Cornell (1903-1972), o artista americano assemblage, era um colecionador apaixonado peculiar, mas de bric-a-brac que usava bijuterias, pedaços de papel, tinta e muita cola para organizar mundos imaginativos dentro de caixas de madeira com fachada de vidro e quadros. Enquanto evocava a era vitoriana e passatempos infantis, Cornell desenvolveu uma técnica de colagem que transformou radicalmente a forma como a arte poderia ser feita - e vista - pelas as gerações vindouras"¹.

Este livro faz parte de uma coleção intitulada " The Essential", com pelo menos mais 29 livros sobre artistas importantes do ultimo século, como Andy Warhol, Willem de Kooning, Thomas Eakins, Man Ray, Normam Rockwell e Cindy Sherman.
Woman and Sewing Machine, 1931. Collage.  13,3x20,6cm
Osaka City Museum of Modern Art


Joseph Cornell (1903-1972) é um artista norte americano, que realizou trabalhos artísticos utilizando material descartado, garimpado de lojas de quinquilharias, sebos e antiquários. As populares lojas briquebraque, onde reunia itens para compor suas "assemblages", que são colagens obtidas a partir da montagem e junção de objetos diversos.  Descoberto em 1930, pelo galerista Leo Castelli (1907-1999), Cornell começou a expor junto aos surrealistas, que despontavam em Nova York. Inicialmente com colagens que remetiam as obras de Max Ernst (1891-1976), logo começou a produzir seus trabalhos com caixas. Foram inúmeras comumente chamadas de "caixas de sobra" ou "caixas sombrias", onde reunia objetos, imagens, bolas de vidro, frascos, e elementos completamente de diversos tipos e inspiração, para compor verdadeiros museus em miniatura, espaços de contemplação, onde pequenas histórias eram produzidas. Cornell era um artista recluso, e nunca saiu de "UtopiaParkway", bairro de subúrbio de Nova York, apesar de muitas de suas obras remeterem ao velho mundo ( a Europa Vitoriana), e aos "gabinetes de Curiosidades" do século XIX.




Glass Bell, 1932. Assemblage: paper collage,
Plaster hand, glass bell jar, 40x22x22cm.
The Art Institute of Chicago
L'Egypte de Mlle Cléo de Mérode
Cours élémentaire d'histoire
naturelle 1940.
Mixed media box construction.
12x24x18cm
Collection of Richard  L. Feigen
Nex York

Teve uma infância difícil depois da morte do pai, tendo que sustentar a mãe e os irmãos, entre estes, "Robert", que possuía paralisia cerebral, e mal podia se levantar.
Suas obras são encerradas por um clima de mistério e intimidade. 
Tilly Losch 1935, 40x23cm Construction
Collection of Robert Lehrman.
Waschington D. C.



O livro foi escrito por Ingrid Schaffner, autora e curadora americana que trabalha com Arte Contemporânea desde 1980.Conhecida por trabalhar em torno do movimento Surrealista, em pesquisas sobre as assemblages e fotografia, publicou vários artigos, ensaios, catálogos e livros sobre arte do século XX. Ela trabalha como escritora e curadora independente, e vive em New York, EUA.

sexta-feira, abril 26, 2013

Pierre Bourdieu e A Dominação Masculina



Resenha do livro

No livro do filósofo Pierre Boudieu, “A dominação Masculina”, de 1998, o discurso de dominação imposto por uma tribo Africana, é a base especulativa para que o autor faça uma analise social e antropológica da posição dos gêneros nas sociedades. Ele discute as origens do papel social delegado a mulher e ao homem, e cria relações entre a cultura dos “Cabila” e a cultura ocidental, discutindo as semelhanças nas relações de dominância masculina, corporificadas no ordem do cosmos.  Boudieu expressa através deste estudo, que a posição social da mulher em vários aspectos das sociedades estudadas, é de submissão total, e que estas posições se reproduzem o tempo todo até que no século XX, com os movimentos feministas, houveram as primeiras discussões que trouxeram mudanças. A entrada da mulher no mercado de trabalho e no sistema educacional, antes somente permitido ao homem, são fatores decisivos. Mas a época do texto, a expressividade destas mudanças é pontual, ou estavam se processado. Assim, ele diz sobre as condições entre feminilidade e poder assumidas pelas mulheres:

“Ser ‘feminina’ é essencialmente evitar todas as propriedades e práticas que podem funcionar como sinais de virilidade; e dizer de uma mulher de poder que ela é ‘muito feminina’ não é mais que um modo particularmente sutil de negar-lhe qualquer direito a este atributo caracteristicamente masculino que é o poder.”

Para Bourdieu, estas posições estão bem definidas, e fazem compreender na complexa trama de convenções sociais, que a posição feminina, de objeto inferiorizado, mesmo fora do ambiente cultural dos Cabila, segue um padrão muito parecido de submissão e domínio, onde o homem define-se e é definido como o padrão dominante.

O interessante é notar no texto de Bourdieu, seu caráter “instrutivo”, que ele mesmo reafirma na sua conclusão. Assim, cedendo ante à necessidade de justificar seus interesses na discussão da “dominação simbólica”, argumentando que o resultado de sua pesquisa seria “capaz de orientar de outro modo não só a pesquisa sobre a condição feminina, ou, de maneira mais relacional, sobre as relações entre os gêneros,”, Bourdieu expõe a opinião de que o que se escrevera até então, quase que exclusivamente por mulheres no trabalho da critica feminista, carecia de orientação. Uma orientação masculina, percebe-se na fala dele.
Em resumo, é uma leitura importante no que tange ao entendimento das relações sociais.
É possível encontrar o texto no link: 

quinta-feira, outubro 04, 2012

Quadrinhos: Julia Kendall


Estou acompanhando as publicações de um quadrinho italiano pela Editora Mythos. Julia Kendall: Aventuras de uma Criminóloga, que narra às aventuras de uma mulher bastante interessante. Dentre os inúmeros quadrinhos publicados, esse possui um diferencial. Apesar dos clichês, Julia não pertence ao universo de mulheres fatais que usam seus dotes femininos ou superpoderes que na hora do confronto quase não valem nada, já que precisam de um herói forte e viril para protegê-las.
Julia é uma criminóloga (pessoa que estuda perfil de assassinos), e usa seus conhecimentos e capacidade intelectual para ajudar a polícia a pegar assassinos e psicopatas.
Julio Schneider no site http://www.texbr.com, conta que em 1998 Berardi (com o desenhista Luca Vannini) criou a criminóloga e, com ela, um perfeito e completo microcosmo para ambientar suas aventuras.
Julia vive em Garden City, cidade imaginária do Estado de Nova Jersey (na ficção literária está a menos de uma hora de viagem de Nova York), é professora de criminologia na universidade e colabora com a polícia local.
Saída de um doloroso e ainda não explicado evento traumático que deixou marcas profundas em sua psicologia (suas noites são permanentemente atormentadas por pesadelos), guarda suas confissões mais íntimas em seu diário, cujos trechos servem de habitual contraponto à narrativa.
Solteira, e solitária Julia vive num aconchegante sobrado na periferia de Garden City, que pertencia à sua avó, em companhia de sua gata persa Toni e da simpática, divertida e tagarela “empregada - ombro - amigo - ama - seca”  Emily Jones (com os traços de Whoopy Goldberg). Sua rotina diária se divide entre as aulas na universidade e a colaboração com a polícia, cujos contatos são o sargento Ben Irving (um simpático John Goodman) e o tenente Alan Webb (um John Malkovich lúcido), e com este vive uma relação pessoal e profissional num misto de confiança e conflitos, principalmente pelos inconfessáveis ciúmes que ele sente em relação ao detetive Leo Baxter (um jovem Nick Nolte), amigo fraterno de Julia e seu braço direito nas investigações mais complicadas. 
Julia tem uma irmã mais nova, Norma, modelo profissional que está sempre em viagem e que vive sérios problemas de dependência de drogas. Freqüentemente Julia visita a avó Lillian (que lembra muito a atriz Jessica Tandy), viúva que vive – por vontade própria – numa casa de repouso na periferia da cidade, e que sempre lhe dá conselhos acertados sobre a vida pessoal e profissional, e não esconde seu grande desejo de ver a neta achar o homem certo para constituir família.
A história começa com Julia auxiliando nas investigações envolvendo um assassino serial que depois se descobre ser a antagonista Myrna Harrod, homossexual assassina serial, que vai aparecer outras vezes na trama.
O estilo lembra um pouco as séries detetivescas americanas do passado. Julia sequer tem um celular, e muita coisa da ambientação é conservadora e ultrapassada.
Gosto especialmente das capas de Marco Soldi, que usa pessoas e objetos reais como modelos para criar suas composições, e dos desenhos limpos e bem realizados de Laura Zuccheri, entre os muitos desenhistas que ilustram as revistas.

Os principais personagens da série Júlia. 

Julia Kendall
Leo Baxter

Tenente Webb

Emily

Ben Irving



Outros personagens que aparecem nas histórias:
A gatinha Toni, a avó Lilian, a irmã (periguete) modelo Norma, Doutor Tait, Michael H. Robson. 


Informações: http://www.texbr.com

domingo, agosto 26, 2012

sexta-feira, junho 15, 2012

Link Especial


Este site possui livros novos, antigos e  clássicos disponibilizados para baixar grátis em PDF.
Recomendado!

Acesse o link: 


domingo, março 11, 2012

Scketbook 2011

Aqui vão alguns desenhos do meu caderno de artista, realizados no ultimo ano.
O objetivo é sempre o de aprimorar o traço e descobrir outras possibilidades para ilustrar. É difícil devido a vida atribulada.



















by SabrinaV

quinta-feira, setembro 22, 2011

quarta-feira, julho 13, 2011

Mafalda, de Quino




Joaquín Salvador Lavado, o cartunista Quino, nasceu em 17 de julho de 1932, na cidade de Mendoza, na Argentina, criador da tira Mafalda, sobre uma menina extremamente questionadora.


Mafalda foi lançada como tira em 29 de setembro de 1964 em “Primeira Plana”, onde foi publicada até março de 1965. Nesse período, Quino, produziu 48 tiras a um ritmo de duas por semana, antes de romper com a publicação. Mafalda esteve em mais dois jornais, “El Mundo” e “Siete Días Ilustrados”, e se despediu oficialmente em junho de 1973, pois seu autor percebeu que estava esgotado e não poderia insistir sem se repetir. No mesmo ano, Mafalda chegaria ao Brasil em plena Ditadura militar, através da revista Patota da Editora Artenova. Quino nunca aceitou que outros desenhistas ou roteiristas o apoiassem resistindo a perder o contato pessoal nas suas criações. Talvez isso tenha dado a Mafalda sua personalidade forte.
Intransigente, Mafalda é uma menina que recusa a admitir o mundo a sua volta com submissão. Politicamente ativa, usando um humor ácido para criticar os fatos, os costumes, as pessoas, chocando às vezes com seus comentários sarcásticos. Na Argentina, "Mafalda" virou nome de uma praça, e diversas homenagens são prestadas ao criador e à criatura. Quino atualmente publica seus desenhos na revista semanal do jornal Clarín.
Há várias publicações das tirinhas em livros. O site oficial http://www.quino.com.ar mostra as publicações na Argentina, Brasil, Espanha, França, Itália e Mexico, entre estas:
Así es la cosa, Mafalda (1967), Mafalda (1966), Mafalda 2, Mafalda 3 (1968), Mafalda 4 (1968), Mafalda 5 (1969), Mafalda 6 (1970), Mafalda 7 (1972), Mafalda 8 (1973), Mafalda 9 (1974), Mafalda 10 (1974), Mafalda Inédita (1989), Toda Mafalda (1992), 10 Años con Mafalda (1991), El Mundo de Mafalda (1981) (desenho animado), Mafalda & Friends do 01 ao 08.

sábado, junho 25, 2011

Hagar o Horrível, Dik Browne



Hagar é um viking, que saqueia pilha e queima, mas também é um homem caseiro, marido amoroso e pai devotado.

Seu autor ainda não acredita na fama que o viking mal encarado, feio e grosseiro ganhou em tantos anos de prolífico desempenho em inúmeras tiras durantes seus 38 anos de existência.

Hagar era exasperado com o filho, provocado pela filha e importunado pela mulher, sempre com muito humor, uma comicidade simples e sofisticada, que nunca foi ácida ou mordaz ao ponto de causar mal estar em seus leitores.

Este cuidado com o que dizer e quando dizer, é exatamente o forte da tirinha do Hagar, o Horrível.

Criada em 1973, distribuída a 1.900 jornais em 58 países e 13 idiomas. No Brasil as tiras de Hagar são publicadas pelo jornais Folha de São Paulo, O Globo e Zero Hora.

domingo, junho 19, 2011

O velho e bom Snoopy de Charles M. Shultz




Confesso que sempre achei a turma do Peanuts (Charlie Brown era o nome pelo qual eu conheci a animação) chata desde criança. Só agora consigo ter uma visão clara do que seu autor queria passar com as histórias dessas tirinhas. E eu gostei muito.

Quando a gente lê várias tiras ao mesmo tempo, é como se tivesse um panorama mais amplo dos seus personagens. 

Há uma identificação com essa comicidade dos personagens o que torna a obra muito mais completa.
E que pena que Charles M. Shultz não está mais entre nós, para criar mais tirinhas com o Snoopy.
Este livro está disponível para download. Vale a pena relembrar.

quarta-feira, junho 08, 2011

Aos Adoradores de Histórias em Quadrinhos - Uma abordagem sociológica do assunto




Primeira revista publicada - 1970.
Sempre fui aficionada pelas histórias em quadrinhos. Na verdade meu primeiro contato com leitura foi através de revistinhas esporádicas da Luluzinha, Garpazinho e Riquinho. Me lembro até hoje de uma revistinha que tinha uma personagem incomum, pois não era publicada no Brasil, e se chamava Rainbow Brite, originária de uma série animada da TV americana de 1984. E, é claro, além das publicações estrangeiras, segue-se a Turma da Mônica. Inclusive tive o privilégio de acompanhar a evolução dos desenhos dos personagens com o passar do tempo. 
No link acima, encontrei um artigo muito interessante de Nildo Viana, sobre a sociologia das histórias em quadrinhos. O que os quadrinhos dizem?, traz discussões sobre a modalidade das histórias em quadrinhos no campo social, e apresenta  aspectos como a desvalorização do gênero, o sistema em que se iniciou a produção dos quadrinhos, os aspectos ontológicos dos personagens,  as demandas típicas do herói  maniqueísta como metáfora do mundo real.

" Uma das grandes questões dos quadrinhos está nas mensagens que eles repassam. As HQ, desde o seu nascimento, são uma forma de comunicação.(...) Por meio das imagens desenhadas, das palavras e diálogos, da representação pictórica, os quadrinhos manifestam valores, sentimentos, concepções, etc."
Isso mostra que os quadrinhos são um gênero controverso desde seu nascimento devido justamente a qualidade destas informações ser de conteúdo duvidoso. Talvez, até pelo teor não moralista, liberto de barreiras sociais, a história em quadrinho tenha sido marginalizada. 
No Brasil, as décadas de 1960 e 1970 os quadrinhos adultos representavam mais da metade da produção. Seguiram a contracultura, a contravenção politica, e até manifestavam idéias contra a ditadura. Principalmente o gênero de terror amplia-se, até que por volta de 1972 a censura passou a exigir leitura prévia das publicações.

Pagina de Scott Pilgrin
Na década de 1980, começam a aparecer os mangás japoneses, que desde então tem ganhado espaço. No Japão, a popularidade de um mangá, pode lhe render séries de TV. Algumas com muitos anos de produção e centenas de episóidios (veja as atuais One Piece, Naruto, Bleach). Os mangás se popularizaram tanto no resto do mundo, que possuem grupos de fanfics que organizam encontros (nas feiras de animes), onde fazem concursos de cosplay (fantasias) dos seus personagens favoritos, e divulgam o estilo e comportamento inspirado no gênero. O enredo do mangá possui características muito próprias, e se diferencia do estilo da HQ de heróis americana, assim como das histórias em quadrinhos européias, estas ultimas possuindo características autorais muito fortes, além de aspectos circunspectos, veja Asterix (que possui uma forte veia comica), e a classicas séries O Incal (parceria entre Moebius e Jodorowsk) e meu preferido A Casta dos Metabarões (parceria entre Jodorowsky e Gimenez, outro excelente desenhista). 


Mangá Shonen (luta, aventura)
Na década de 1990, aumenta o número de Grafic Novels, com temática existencialista. Um exemplo dessa retomada da nova geração de Grafic Novels autorais  é  Scott Pilgrin do canadense Brian Lee O'Malley, que segue uma linha cômica. Persepolis, da iraniana Marjane Satrapi, segue um contexto íntimo, um quase relato histórico. Maus, de Art Spielgeman, já pode ser considerado um clássico nessa linha narrativa, onde o quadrinho e literatura interagem para produzir outro gênero muito diferente das histórias de mocinhos e bandidos. 
O esforço intelectual dispendido nesta experiencias ultrapassa o de um escritor de livros, tanto que é normal serem chamados de livos ilustrados. 
Maus - Art Spielgeman

Já é tempo de reconhecer nas histórias em quadrinhos sua profundidade emocional. Mais do que distração infantil, as HQ´s evoluíram e tenho encontrado histórias com surpreendente qualidade.
Por isso, é interessante discutir o valor artístico do gênero, e produzir histórias em quadrinhos de qualidade também, a partir de bons enredos.



Neste site é possível conhecer um pouco mais sobre os quadrinhos atuais e clássicos. Há muitas publicações disponibilizadas para baixar, e que já não se encontram mais no mercado, bem como muita novidade.


domingo, junho 05, 2011

Eu Morro À Meia-Noite - Kyle Baker


Sinopse - Eu Morro À Meia-Noite - Kyle Baker -

HQ da Vertigo

(retirado do SKoob :D)

"É véspera da virada do milênio, 31 de dezembro de 1999. O medo do “Bug do Milênio (Y2K)” era geral, mas alheio a tudo isso um homem solitário decide tomar uma dose enorme de remédios para se suicidar. O motivo é sua ex-namorada, Muriel. Ela deixou Larry e desde então ele não consegue mais viver."

Esta HQ é surpreendente, no meu ponto de vista.
O desespero é crescente nessa história rápida, que corre contra o tempo.
O modo como os desenhos são realizados, até o enquadramento, tudo colabora para uma composição caótica e ao mesmo tempo hilária.

Vale a pena acompanhar a tragetória do suicida e das atrapalhadas dele durante o reveillon de virada do milênio.

Todos os personagens são cômicos, desde a médica que vai tentar ajuda-lo até o amigo psicotico que o persegue. As confusões são muito legais, e as expressões dos personagens, que chegam ao exagerado, são muito engraçadas.

Enfim, é um daqueles HQ surpreendentes.

Como é díficil encontrar em lojas, é melhor procurar na net mesmo. Vale a pena ler!




domingo, maio 22, 2011

As Cobras - Luis Fernando Verissimo



Outra do escritor Luis Fernando Veríssimo:

Não quero parecer repetitiva, mas gosto muito das cronicas dele.
Mas, mais ainda, das tirinhas das Cobras que ele parou de desenhar em 1999.

As cobras sempre tratam de problemas cotidianos, como politica, futebol, sexismo, existencialismo (que por sinal são as minhas preferidas), de um modo leve e despretencioso.

Eu nunca tinha me ligado antes, em quem escrevia estas tirinhas, até que descobri quase por acaso um dia desses, que eram suas. Sempre gostei delas. Não achei nenhuma sem graça até hoje.

Aí do lado o ultimo livro publicado com as tirinhas. Estou achando um barato.





sábado, maio 21, 2011

Comédias para se ler na escola - Luís Fernando Veríssimo


Comédias para se ler na escola, Luís Fernando Veríssimo, é um livro que realmente me surpreendeu. Não posso dizer que sou muito adepta de livros de contos. Na verdade, depois de Edgar Allan Poe, e seus contos mórbidos, ou tétricos como os de Stephen King, eu não achava histórias curtas interessantes .
Mas Luiz Fernando Veríssimo sabe escrever dignamente. Todos os contos dele, são de uma comicidade surpreendente. É difícil não rir sozinho quando se está lendo. Eu garanto que não dá pra achá-lo chato.
Por fim, vou me dar uma licença poética e publicar aqui um dos contos mais engraçados do livro:


"Pode Acontecer

Pode acontecer o seguinte. As revelações sobre o envolvimento de figuras do governo passado em crimes e escândalos chegam a ponto crítico. Civis e militares de graduação inimaginável vêem-se na iminência não de ir para a cadeia, o que contraria os hábitos brasileiros, mas de serem expostos como corruptos, torturadores, etc. O que, sei lá, seria chato. Os protestos contra "revanchismo" não adiantam. É preciso agir para deter a torrente de denúncias que ameaça destruir, na sua fúria persecutória, tudo o que o regime passado deixou de bom. Como, por exemplo, o, a... hm. Bem, é preciso agir. O golpe é decidido num telefonema no meio da noite. Falam em código.
- Alô, Mão em Cumbuca? Boca na Botija.
- Fala, Boca.
- Tudo certo para amanhã?
- Tudo.
- Tem certeza?
- Tenho. Houve resistência, mas o argumento de que até o Antônio Carlos
está nas mãos dos comunistas foi decisivo. A maioria aderiu.
- Quer dizer que...
- Lá vamos nós outra vez.
- Será que não há mesmo outro jeito?
- Bem, se você quer ver nos jornais a história de como você roubava material
do seu gabinete para vender...
- Ssssh!
- Nunca entendi. Você não se contentava com seu salário de...
- Sssshh!
- Tinha que vender os clipes de papel?!
- E você? E você?
- O que que tem eu?
- E o cabaré no porão do
- Ssshhh!
- Bom, agora não adianta ficar lamentando. O importante é que ninguém
descubra. Como está o plano?
- Não pode falhar. Cercaremos o Congresso. Os congressistas se renderão.
Usando os congressistas como reféns, exigiremos a capitulação do governo e
das forças leais a Sarney.
- Uma vez no poder, censuraremos a imprensa. De novo.
- Exato.
- Boa sorte, Mão!
- Certo, Boca.
No dia seguinte.
- Alô, Mão em Cumbuca?
- Não tem ninguém aqui com esse codinome.
- Já vi que não deu certo...
- É.
- O que houve?
- Atacamos o Congresso. Fomos direto ao cerne da democracia. Cercamos o
prédio. Entramos para render os congressistas.

- E?
- E não encontramos ninguém!
- O quê?!
- Bom, para não dizer que não tinha ninguém, tinha uma taquígrafa.
Pensamos em usá-la como refém mas acabamos desistindo.
- Assim não dá!
- É. É impossível golpear as instituições se elas não estão onde deviam estar!
- O que vamos fazer agora, Mão?
- Eu se fosse você dava o fora do país, Boca.
- E de onde você pensa que eu estou falando, Mão?"

Se não conseguir achar pra comprar, pois este livro é baratinho, pode baixá-lo, é fácil encontrar.
Até mais.


segunda-feira, maio 16, 2011

Minhas Preferências Burlescas: Tirinhas Laerte



Adoro as tirinhas do Laerte!

Ele é paulista, nasceu em 1961, e desenha na minha opinião, as melhores tirinhas do jornal Folha de São Paulo, em que atua desde 1991. Ele tem um estilo mais conceitual, com personagens como Deus, Hugo e Os Gatos.
Nos últimos anos desprendeu-se dos personagens e seu trabalho ganhou contornos existencialistas, mas sempre com a mesma inteligência e humor que caracterizam seu estilo. trabalhando temas urbanos com tiras como O Condomínio e Piratas do Tietê.



Fiquei sabendo de dois livros ilustrados dele. Deus, segundo Laerte 1 e Deus 2, a Graça continua, que devem ser muito bacanas! Pelas imagens das capas aí ao lado já dá pra ter uma ideia.


Deus, é um dos personagens mais inteligentes (he, he) dentre os últimos que ele desenvolveu, pra mim, é de um bom gosto genial. Seu argumento nas tirinhas de Deus é sofisticado, mais reflexivo que malicioso. Por isso caiu no meu gosto particular. 


Ele tem vários personagens legais. Jack o pirata é bem hilário. Os gatos, mas uma das minhas tiras preferidas é a do Overman. Não tem como não rir das bobagens dele!



Dá pra ver muitas tirinhas no site oficial:
Vale a pena, gente! É pra chorar de rir, viu!