domingo, outubro 15, 2017

"Daytripper"

Dica de História em Quadrinhos.

 Daytripper é uma HQ escrita e desenhada por Gabriel Bá e Fabio Moon lançada em 2011 pela Vertigo como uma minissérie em dez edições, e atualmente publicada completa com 260 páginas. Conta a história de Brás, e todas as suas mortes possíveis.

A história se projeta em uma narrativa que vai e volta o tempo inteiro pelas fazes da vida de Brás. O enredo tem um clima existencialista, uma atmosfera intimista, de reflexão sobre a vida do protagonista, seus objetivos, suas preocupações e frustrações. A morte ao final de cada capítulo fecha o ciclo dos acontecimentos e reflexões de Brás, revelando às vezes uma conclusão para as preocupações, às vezes como solução para os problemas, mas sempre e inexoravelmente como algo que interrompe o tecido da realidade, insinuando como somos pequenos e nossas mazelas as quais damos tanta importância não superam os mistérios da morte. É possível estranhar não haver uma linearidade, mas ao fim, este recurso narrativo produz o sentido de inevitabilidade


O desenho tem traços ágeis e expressivos, boa colorização, e movimento. Daytripper foi indicada a vários prêmios e recebeu os prêmios Eisner e Eagle.


quinta-feira, outubro 12, 2017

"Habibi"


Dica de História em Quadrinhos.


Habibi (Amado, querido), HQ escrita e desenhada por Craig Thompson, um artista de uma família fundamentalista cristã do Estado rural de Wisconsin nos Estados Unidos, foi publicada em 2012, pela Editora Companhia das Letras no Brasil. Narra à saga de Dodola, uma menina arguta, e de Zam, um menino negro adotado por ela quando fogem de seus captores no mercado de escravos de um mundo fictício que remete ora “As Mil e uma noites” ora as escrituras sagradas do antigo testamento e ao “Alcorão”. É difícil definir exatamente um tempo e local específicos, pois, nos nove capítulos, existem elementos que nos trazem a um tempo presente e muito de um passado de misoginia, injustiça, crueldade e desumanidade quase bestial.

 O fantástico se insere no contexto filosófico do enredo envolvendo as histórias contadas por Dondola, que a todo instante adentram os acontecimentos, e deixam uma critica social contundente.

A história se projeta em uma narrativa que vai e volta o tempo inteiro, interconectando-se com fábulas épicas muçulmanas, cristãs, judaicas. Muito da caligrafia árabe interpõe-se na recriação de símbolos, de fórmulas e cânticos aparentemente aleatórios que interrompem a narrativa, retornam e continuam sem uma linearidade. Apesar disso nenhuma das situações propostas para os protagonistas ficam sem conclusão.

O desenho é magistral, expressivo, em preto e branco, as cenas possuem movimento, detalhes com arabescos lindíssimos. Roteiro e ilustração se complementam. O autor levou oito anos de pesquisa e produção para concluir as mais de seiscentas páginas que falam de amor, desespero, crueldade e esperança, com personagens falhos e humanos que na medida de suas dores e tragédias se tornam tão heroicos quanto qualquer ser humano que busca a felicidade em um mundo tão ameaçador.


quarta-feira, outubro 11, 2017

"A terrivel Elizabeth Dumn contra os diabos de terno"


Dica de História em Quadrinhos.


Escrita e desenhada por Arabson Oliveira esta HQ foi publicada pela primeira vez em 2013, sendo uma das obras de quadrinhos agraciada por prêmio da SECULT do Espírito Santo e uma das indicadas do 29º Trofeu HQ Mix. É publicada atualmente pela IHQ editora. Traz as aventuras de Elizabeth, uma menina insolente e de gênio forte, que de repente tem de lutar com forças das trevas para não ser levada pelo homem com quem o pai fez um pacto e que lhe aparece 20 anos depois para cobrar a dívida.

A premissa é logo compreendida nas três primeiras páginas, e apesar do tema de “Fausto” não ser exatamente novo, o modo como o autor estabelece o ritmo da narrativa visual atrai a atenção pela irreverência, tirando sarro do absurdo da situação. Há alguns elementos reconhecíveis das narrativas de terror do estilo como um punhal abençoado e palavras mágicas que o autor não faz a menor questão de explicar, bem como o tocador de violão e sua fita demo para “Rosadélia” – uma alusão talvez a Robert Johnson, um dos maiores “blues man” dos Estados Unidos, morto em 1938 em condições misteriosas e cuja história envolve um pacto com o diabo em uma encruzilhada. 

Por não se deter em explicação alguma de certos elementos, pode-se ter dificuldade em entender os diálogos, como o do “anjo” que aparece do nada, sem função ou motivo aparente, ou do sinal na sua roupa, - que muitos não vão sequer perceber antes de ler isto – e que a protagonista identifica como “petrichor”. 

O traço distinto do desenhista é bem expressivo, e as cenas de ação bem desenvolvidas e claras, com bons movimentos. É um exemplo de como o roteiro e a ilustração se complementam.

sexta-feira, outubro 06, 2017

"Beladona"


Dica de História em Quadrinhos.

Beladona é uma Grafic Novel brasileira, escrita por Ana Recalde, desenhada por Denis Mello e publicada pela AVEC Editora em 2014. Conta a história de Samantha,  que desde muito pequena é perseguida por pesadelos terríveis. Toda sua trajetória perfaz uma infância devastada por terrores noturnos, bulliyng dos colegas, incompreensão dos pais, até o ponto de virada que modifica totalmente sua compreensão do mundo tenebroso de seus pesadelos, conduzindo-a a um desfecho bem mais sombrio do que ela esperava. 


O argumento é bem direcionado pela escritora que não expõe informações além do necessário, produzindo o interesse na trama. O texto possui alguns problemas de edição, como palavras repetidas em demasia ou formas coloquiais em um momento que desaparecem dando lugar ao mesmo termo na norma culta. Mas são questões que não impedem a admirável potência da trama.

A arte é expressiva com cores e traços largos ampliando o tom umbroso, sendo fundamental para a atmosfera do enredo. Em contrapartida, há momentos em que a dificuldade em distinguir os desenhos prejudica a lógica da narrativa visual, pois omitindo-se os quadros, as figuras intercalam-se e se misturam. Esse caos visual  é plausível como estratégia no intuito de colaborar com a narrativa, porém, em alguns momentos afeta a compreensão total do que o texto pretende passar.

Recomendadíssima hq brasileira, de qualidade indiscutível.





sábado, setembro 30, 2017


"Alena"


Dica de História em Quadrinhos.

Alena é uma Grafic Novel sueca, escrita e desenhada por Kim W. Andersson, e publicada no Brasil pela editora AVEC. 

Conta a história de uma colegial perseguida pelas colegas esnobes. O título remete a um quadrinho de terror, com cenas violentas e muito sangue. A protagonista sofre muitos abusos e é perseguida por um fantasma do seu passado até o desfecho dramático.

O desenho é bom, mas o destaque está no enredo que trata de problemas da adolescência como o bulling, intolerância e um pouco de sociopatia. 

sexta-feira, setembro 15, 2017

"Dora"


Dica de História em Quadrinhos.
Esta é uma grafic novel  escrita e desenhada por Bianca Pinheiro publicada originalmente de forma independente em 2014, e republicada em 2016 pela Editora Mino. 
Dora é uma garotinha diferente, que segundo a mãe, é muito especial. Acontece que as pessoas que a conhecem não pensam dessa forma, e os problemas que a pequena causa são dignos de um filme de terror.
O HQ começa com a mãe de Dora sendo interrogada sobre o passado e as situações que a levaram até ali. A autora não entrega a história de Dora, prefere revelar com  flesh backs o que aumenta a expectativa sobre os possíveis motivos que nos trazem aquele momento. Ela consegue manter o clima de mistério mesmo quando alguns acontecimentos denunciam sobre a verdadeira natureza da pequena Dora, segurando nossa atenção até as ultimas páginas.



A arte dos desenhos em preto e branco remete a HQ’s como Persepólis (2010, Companhia das Letras), de Marjane Satrapi, pela característica autoral, e Black Hole (2005, agora publicada pela Dark Side Books no Brasil) de Charles Burns, nos aspectos do suspense e estranheza.
Saiba um pouca mais no site da autora: http://bianca-pinheiro.tumblr.com/dora.


sábado, setembro 09, 2017

"Bando de Dois"

Dica de História em Quadrinhos .



Bando de Dois é uma Grafic Novel de Danilo Beyruth lançada em 2010 pela Editora Zarabatana. A história é ambientada no cangaço, e acompanha os planos de dois sobreviventes para recuperar as cabeças de um bando de cangaceiros que foi dizimado pela companhia do Tenente Honório.

A indicação deste quadrinho deve-se tanto a qualidade do desenho quanto a da história, que, além de ser interessante é muito bem amarrada, funcionando como os enredos dos westerns italianos, com seus pistoleiros, conflitos e vinganças arrojadas. Excelente leitura!




sexta-feira, novembro 08, 2013

The Essential: Joseph Cornell

"Joseph Cornell (1903-1972), o artista americano da assemblage, era um peculiar colecionador apaixonado  de itens de bric-a-brac, que usava bijuterias, pedaços de papel, tinta e muita cola para organizar mundos imaginativos dentro de caixas de madeira com fachada de vidro e quadros. Enquanto evocava a era vitoriana e passatempos infantis, Cornell desenvolveu uma técnica de colagem que transformou radicalmente a forma como a arte poderia ser feita - e vista - pelas gerações vindouras"¹.

Este livro faz parte de uma coleção intitulada "The Essential", com pelo menos mais 29 livros sobre artistas importantes do ultimo século como Andy Warhol, Willem de Kooning, Thomas Eakins, Man Ray, Normam Rockwell e Cindy Sherman.
Woman and Sewing Machine, 1931. Collage.  13,3x20,6cm
Osaka City Museum of Modern Art


Joseph Cornell (1903-1972) é um artista norte americano, que realizou trabalhos artísticos utilizando material descartado, garimpado de lojas de quinquilharias, sebos e antiquários. As populares lojas briquebraque. Ele reunia itens para compor suas assemblages, que são colagens obtidas a partir da montagem e junção de objetos diversos.  Descoberto em 1930 pelo galerista Leo Castelli (1907-1999), Cornell começou a expor junto aos surrealistas, que despontavam em Nova York. Inicialmente com colagens que remetiam as obras de Max Ernst (1891-1976), logo começou a produzir seus trabalhos com caixas. Foram inúmeras comumente chamadas de "caixas de sobra" ou "caixas sombrias", onde reunia objetos, imagens, bolas de vidro, frascos, e elementos de diversos tipos para compor verdadeiros museus em miniatura, espaços de contemplação, onde pequenas histórias eram produzidas. Cornell era um artista recluso, e nunca saiu de "UtopiaParkway", bairro de subúrbio de Nova York, apesar de muitas de suas obras remeterem ao velho mundo ( a Europa Vitoriana), e aos "gabinetes de Curiosidades" do século XIX.




Glass Bell, 1932. Assemblage: paper collage,
Plaster hand, glass bell jar, 40x22x22cm.
The Art Institute of Chicago
L'Egypte de Mlle Cléo de Mérode
Cours élémentaire d'histoire
naturelle 1940.
Mixed media box construction.
12x24x18cm
Collection of Richard  L. Feigen
Nex York

Teve uma infância difícil depois da morte do pai, tendo que sustentar a mãe e os irmãos, entre estes, Robert, que possuía paralisia cerebral, e mal podia se levantar.
Suas obras cercam-se de um clima de mistério e intimidade. 
Tilly Losch 1935, 40x23cm Construction
Collection of Robert Lehrman.
Waschington D. C.

O livro foi escrito por Ingrid Schaffner, autora e curadora americana que trabalha com Arte Contemporânea desde 1980.Conhecida por trabalhar em torno do movimento Surrealista, em pesquisas sobre as assemblages e fotografia, publicou vários artigos, ensaios, catálogos e livros sobre arte do século XX. Ela trabalha como escritora e curadora independente, e vive em New York, EUA.

sexta-feira, abril 26, 2013

Pierre Bourdieu e A Dominação Masculina



Resenha do livro

No livro do filósofo Pierre Boudieu “A dominação Masculina”, de 1998, o discurso de dominação imposto por uma tribo Africana é a base especulativa para que o autor faça uma analise social e antropológica da posição dos gêneros nas sociedades. Ele discute as origens do papel social delegado a mulher e ao homem, e cria relações entre a cultura do povo berbere “Cabila”, habitantes de região montanhosa da Argélia, e a cultura ocidental, discutindo as semelhanças nas relações de dominância masculina corporificadas no ordem do cosmos.  Boudieu expressa através deste estudo que a posição social da mulher em vários aspectos das sociedades estudadas, é de submissão total e que estas posições se reproduzem durante todas as épocas, até que no século XX, com os movimentos feministas, houveram as primeiras discussões que trouxeram mudanças. A entrada da mulher no mercado de trabalho e no sistema educacional, antes somente permitido ao homem, são fatores decisivos. Mas, a época do texto, a expressividade destas mudanças é pontual, ou seja, estavam se processado. Assim, ele diz sobre as condições entre feminilidade e poder assumidas pelas mulheres:

“Ser ‘feminina’ é essencialmente evitar todas as propriedades e práticas que podem funcionar como sinais de virilidade; e dizer de uma mulher de poder que ela é ‘muito feminina’ não é mais que um modo particularmente sutil de negar-lhe qualquer direito a este atributo caracteristicamente masculino que é o poder.”

Para Bourdieu, estas posições estão bem definidas e fazem compreender na complexa trama de convenções sociais que a posição feminina de objeto inferiorizado, mesmo fora do contexto cultural dos Cabila, segue um padrão muito parecido de submissão e domínio, onde o homem define-se e é definido como o padrão dominante.
O interessante é notar no texto de Bourdieu seu caráter “instrutivo” que ele mesmo reafirma na sua conclusão. Assim, cedendo ante à necessidade de justificar seus interesses na discussão da “dominação simbólica”, argumentando que o resultado de sua pesquisa seria “capaz de orientar de outro modo não só a pesquisa sobre a condição feminina, ou, de maneira mais relacional, sobre as relações entre os gêneros”, Bourdieu expõe a opinião de que o que se escrevera até então, quase que exclusivamente por mulheres no trabalho da critica feminista, carecia de orientação. Uma orientação masculina, percebe-se na fala dele.
Em resumo, é uma leitura importante no que tange ao entendimento das relações sociais.
É possível encontrar o texto no link: 

quinta-feira, outubro 04, 2012

Quadrinhos: Julia Kendall


Estou acompanhando as publicações de um quadrinho italiano pela Editora Mythos. Julia Kendall: Aventuras de uma Criminóloga, que narra às aventuras de uma mulher bastante interessante. Dentre os inúmeros quadrinhos publicados, esse possui um diferencial. Apesar dos clichês, Julia não pertence ao universo de mulheres fatais que usam seus dotes femininos ou superpoderes que na hora do confronto quase não valem nada, já que precisam de um herói forte e viril para protegê-las.
Julia é uma criminóloga (pessoa que estuda perfil de assassinos), e usa seus conhecimentos e capacidade intelectual para ajudar a polícia a pegar assassinos e psicopatas.
Julio Schneider no site http://www.texbr.com, conta que em 1998 Berardi (com o desenhista Luca Vannini) criou a criminóloga e, com ela, um perfeito e completo microcosmo para ambientar suas aventuras.
Julia vive em Garden City, cidade imaginária do Estado de Nova Jersey (na ficção literária está a menos de uma hora de viagem de Nova York), é professora de criminologia na universidade e colabora com a polícia local.
Saída de um doloroso e ainda não explicado evento traumático que deixou marcas profundas em sua psicologia (suas noites são permanentemente atormentadas por pesadelos), guarda suas confissões mais íntimas em seu diário, cujos trechos servem de habitual contraponto à narrativa.
Solteira, e solitária Julia vive num aconchegante sobrado na periferia de Garden City, que pertencia à sua avó, em companhia de sua gata persa Toni e da simpática, divertida e tagarela “empregada - ombro - amigo - ama - seca”  Emily Jones (com os traços de Whoopy Goldberg). Sua rotina diária se divide entre as aulas na universidade e a colaboração com a polícia, cujos contatos são o sargento Ben Irving (um simpático John Goodman) e o tenente Alan Webb (um John Malkovich lúcido), e com este vive uma relação pessoal e profissional num misto de confiança e conflitos, principalmente pelos inconfessáveis ciúmes que ele sente em relação ao detetive Leo Baxter (um jovem Nick Nolte), amigo fraterno de Julia e seu braço direito nas investigações mais complicadas. 
Julia tem uma irmã mais nova, Norma, modelo profissional que está sempre em viagem e que vive sérios problemas de dependência de drogas. Freqüentemente Julia visita a avó Lillian (que lembra muito a atriz Jessica Tandy), viúva que vive – por vontade própria – numa casa de repouso na periferia da cidade, e que sempre lhe dá conselhos acertados sobre a vida pessoal e profissional, e não esconde seu grande desejo de ver a neta achar o homem certo para constituir família.
A história começa com Julia auxiliando nas investigações envolvendo um assassino serial que depois se descobre ser a antagonista Myrna Harrod, homossexual assassina serial, que vai aparecer outras vezes na trama.
O estilo lembra um pouco as séries detetivescas americanas do passado. Julia sequer tem um celular, e muita coisa da ambientação é conservadora e ultrapassada.
Gosto especialmente das capas de Marco Soldi, que usa pessoas e objetos reais como modelos para criar suas composições, e dos desenhos limpos e bem realizados de Laura Zuccheri, entre os muitos desenhistas que ilustram as revistas.

Os principais personagens da série Júlia. 

Julia Kendall
Leo Baxter

Tenente Webb

Emily

Ben Irving



Outros personagens que aparecem nas histórias:
A gatinha Toni, a avó Lilian, a irmã (periguete) modelo Norma, Doutor Tait, Michael H. Robson. 


Informações: http://www.texbr.com

domingo, agosto 26, 2012

sexta-feira, junho 15, 2012

Link Especial


Este site possui livros novos, antigos e  clássicos disponibilizados para baixar grátis em PDF.
Recomendado!

Acesse o link: 


domingo, março 11, 2012

Scketbook 2011

Aqui vão alguns desenhos do meu caderno de artista, realizados no ultimo ano.
O objetivo é sempre o de aprimorar o traço e descobrir outras possibilidades para ilustrar. É difícil devido a vida atribulada.



















by SabrinaV

quinta-feira, setembro 22, 2011

quarta-feira, julho 13, 2011

Mafalda, de Quino




Joaquín Salvador Lavado, o cartunista Quino, nasceu em 17 de julho de 1932, na cidade de Mendoza, na Argentina, criador da tira Mafalda, sobre uma menina extremamente questionadora.


Mafalda foi lançada como tira em 29 de setembro de 1964 em “Primeira Plana”, onde foi publicada até março de 1965. Nesse período, Quino, produziu 48 tiras a um ritmo de duas por semana, antes de romper com a publicação. Mafalda esteve em mais dois jornais, “El Mundo” e “Siete Días Ilustrados”, e se despediu oficialmente em junho de 1973, pois seu autor percebeu que estava esgotado e não poderia insistir sem se repetir. No mesmo ano, Mafalda chegaria ao Brasil em plena Ditadura militar, através da revista Patota da Editora Artenova. Quino nunca aceitou que outros desenhistas ou roteiristas o apoiassem resistindo a perder o contato pessoal nas suas criações. Talvez isso tenha dado a Mafalda sua personalidade forte.
Intransigente, Mafalda é uma menina que recusa a admitir o mundo a sua volta com submissão. Politicamente ativa, usando um humor ácido para criticar os fatos, os costumes, as pessoas, chocando às vezes com seus comentários sarcásticos. Na Argentina, "Mafalda" virou nome de uma praça, e diversas homenagens são prestadas ao criador e à criatura. Quino atualmente publica seus desenhos na revista semanal do jornal Clarín.
Há várias publicações das tirinhas em livros. O site oficial http://www.quino.com.ar mostra as publicações na Argentina, Brasil, Espanha, França, Itália e Mexico, entre estas:
Así es la cosa, Mafalda (1967), Mafalda (1966), Mafalda 2, Mafalda 3 (1968), Mafalda 4 (1968), Mafalda 5 (1969), Mafalda 6 (1970), Mafalda 7 (1972), Mafalda 8 (1973), Mafalda 9 (1974), Mafalda 10 (1974), Mafalda Inédita (1989), Toda Mafalda (1992), 10 Años con Mafalda (1991), El Mundo de Mafalda (1981) (desenho animado), Mafalda & Friends do 01 ao 08.

sábado, junho 25, 2011

Hagar o Horrível, Dik Browne



Hagar é um viking, que saqueia pilha e queima, mas também é um homem caseiro, marido amoroso e pai devotado.

Seu autor ainda não acredita na fama que o viking mal encarado, feio e grosseiro ganhou em tantos anos de prolífico desempenho em inúmeras tiras durantes seus 38 anos de existência.

Hagar era exasperado com o filho, provocado pela filha e importunado pela mulher, sempre com muito humor, uma comicidade simples e sofisticada, que nunca foi ácida ou mordaz ao ponto de causar mal estar em seus leitores.

Este cuidado com o que dizer e quando dizer, é exatamente o forte da tirinha do Hagar, o Horrível.

Criada em 1973, distribuída a 1.900 jornais em 58 países e 13 idiomas. No Brasil as tiras de Hagar são publicadas pelo jornais Folha de São Paulo, O Globo e Zero Hora.

domingo, junho 19, 2011

O velho e bom Snoopy de Charles M. Shultz




Confesso que sempre achei a turma do Peanuts (Charlie Brown era o nome pelo qual eu conheci a animação) chata desde criança. Só agora consigo ter uma visão clara do que seu autor queria passar com as histórias dessas tirinhas. E eu gostei muito.

Quando a gente lê várias tiras ao mesmo tempo, é como se tivesse um panorama mais amplo dos seus personagens. 

Há uma identificação com essa comicidade dos personagens o que torna a obra muito mais completa.
E que pena que Charles M. Shultz não está mais entre nós, para criar mais tirinhas com o Snoopy.
Este livro está disponível para download. Vale a pena relembrar.